Autoritarismo, extrema-direita e os pentecostais
DOI:
https://doi.org/10.35521/unitas.v12i2.2842Resumo
O século XX presenciou vários regimes ditatoriais no mundo. A legitimidade da violência sedimentou-se de tal maneira, que as democracias ainda são frágeis, diante dos grandes problemas sociais e econômicos enfrentados e a rearticulação de grupos políticos hegemônicos. No Brasil, há uma interconexão entre autoritarismo, ascensão da extrema-direita e uma notável aliança entre os pentecostais, que emergiram como uma nova força política. Este ensaio assume o termo “autoritarismo” como a designação mais apropriada para explicar a política brasileira. Desde o Estado Novo varguista até as últimas eleições presidenciais, a presença da extrema-direita expandiu-se, incorporando líderes religiosos conservadores, e fundamentada em discursos ultrapassados como o anticomunismo. A análise foca na aliança entre pentecostais e a extrema-direita, destacando a transformação na postura política dos pentecostais, que, inicialmente afastados da política, evoluíram para uma força política relevante. Essa convergência baseia-se em valores religiosos e políticos compartilhados, promovendo uma agenda moralista e conservadora.



