Um crime imperdoável

como o estupro é visto pelo budismo quando praticado contra monjas

Autores

  • Nirvana França Universidade Metoodista de São Paulo
  • Magda Loureiro Motta Chinaglia Instituto Pramana

DOI:

https://doi.org/10.35521/unitas.v13i1.2902

Resumo

Este artigo explora a gravidade do crime de estupro dentro do budismo, comparando-o com outras ações de retribuição imediata, como matricídio e parricídio. Por meio de uma pesquisa bibliográfica e documental, analisa textos budistas e védicos, incluindo o Vinayasutta e o Manusmṛti, para contextualizar a visão budista sobre a violência sexual e a exclusão monástica de perpetradores. Os resultados indicam que o budismo trata o estupro com extrema seriedade, equiparando-o a transgressões que resultam em consequências severas, como a exclusão definitiva do caminho monástico. Essa postura sublinha o compromisso do budismo com a proteção e a dignidade das mulheres, promovendo uma revolução nos direitos das mulheres dentro da comunidade monástica e destacando a incompatibilidade da violência sexual com os preceitos budistas.

Biografia do Autor

Nirvana França, Universidade Metoodista de São Paulo

Doutora e Mestra em Ciências da Religião pela UMESP - Universidade Metodista de São Paulo. Graduada em Teologia no Instituto Pramana. Monja na Associação Buddha-Dharma em Valinhos-SP. E-mail: nirvanafranca@gmail.com. Lattes: ttp://lattes.cnpq.br/2964978104735339

Magda Loureiro Motta Chinaglia, Instituto Pramana

Doutora em Ciências Médicas pela UNICAMP. Professora do Instituto Pramāṇa. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9548035700452635

Downloads

Publicado

03-03-2026

Edição

Seção

Artigos