Indigenas em contexto urbano
O que deve morrer
DOI:
https://doi.org/10.35521/unitas.v12i2.2901Resumo
RESUMO: Neste artigo refletimos sobre o pertencimento de pessoas e ou coletivos em busca de reconstituir sua história permeando-a de ancestralidade. Consideramos nesse processo a performatividade do sujeito indígena que se encontra em processo de tradução e de reiteração na construção de suas identidades e coletividades por meio da retomada de sua trajetória histórica e ancestral reiteradamente negadas e silenciadas e submetidas ao processo violento de modernização que fundou a América Latina e o Brasil. Isso implica também em sujeitos deflorestados e tornado permanente alvo da guerra sem fim, que ergueu escombros sobre escombros com os corpos-territórios indígenas desde o século XV. Momento que funda a negação e, em sequência, os obstáculos ao (re)conhecimento e pertencimento indígena, sujeito invisibilizado dentre pardos, sendo esses condenados a permanecer alvo do processo de conquista no século XXI. Ponderamos que essa ação violenta direcionada a sujeitos coletivos indígenas que vivem em contexto urbano encontra-se ancorada em argumentos da prática e do discurso colono-capitalista, ecoando no espaço-tempo presente o processo histórico de encobrimento do outro.


