Indigenas em contexto urbano

O que deve morrer

Autores

  • Arlete Schubert
  • Barbara Flores
  • Raquel Pataxcó

DOI:

https://doi.org/10.35521/unitas.v12i2.2901

Resumo

RESUMO: Neste artigo refletimos sobre o pertencimento de pessoas e ou coletivos em busca de reconstituir sua história permeando-a de ancestralidade. Consideramos nesse processo a performatividade do sujeito indígena que se encontra em processo de tradução e de reiteração na construção de suas identidades e coletividades por meio da retomada de sua trajetória histórica e ancestral reiteradamente negadas e silenciadas e submetidas ao processo violento de modernização que fundou a América Latina e o Brasil. Isso implica também em sujeitos deflorestados e tornado permanente alvo da guerra sem fim, que ergueu escombros sobre escombros com os corpos-territórios indígenas desde o século XV. Momento que funda a negação e, em sequência, os obstáculos ao (re)conhecimento e pertencimento indígena, sujeito invisibilizado dentre pardos, sendo esses condenados a permanecer alvo do processo de conquista no século XXI. Ponderamos que essa ação violenta direcionada a sujeitos coletivos indígenas que vivem em contexto urbano encontra-se ancorada em argumentos da prática e do discurso colono-capitalista, ecoando no espaço-tempo presente o processo histórico de encobrimento do outro.

Biografia do Autor

Arlete Schubert

Historiadora, mestre e doutora em educação (Ppge/Ufes). Professora do PPGCR da Faculdade Unida de Vitória; vice-líder do Gp Wayrakuna, primeiro grupo de pesquisadoras indígenas com base na Ufop; membra fundadora e conselheira do Movimento Plurinacional Warakurna. arlete@fuv.edu.com.br

Barbara Flores

Turismóloga, mestre e doutora em desenvolvimento e Meio Ambiente/UESC; pesquisadora do Gp Wayrakuna, primeiro grupo de pesquisadoras indígenas com base atual na Ufop; membra fundadora do Movimento Plurinacional Wayrakuna. barbaraflores@yahoo.com.br

Raquel Pataxcó

Doutora em Serviço Social/UFRJ; Docente do curso de Serviço Social da /Ufop; líder do Gp Wayrakuna, primeiro grupo de pesquisadoras indígenas com base na  Universidade Federal de Ouro Preto; membra do Movimento Plurinacional Warakurna. rmmascarenhas.ufop@gmail.com

Downloads

Publicado

18-03-2025