O riso redentor em Berger e o carnaval em Bakhtin - Convergência para uma experiência religiosa
DOI:
https://doi.org/10.20890/n7g36n31Abstract
Este ensaio propõe uma leitura comparativa entre O Riso Redentor, de Peter Berger, e A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento, de Mikhail Bakhtin, com o objetivo de identificar convergências e distinções entre as concepções de comicidade desenvolvidas pelos autores. A análise parte dos contextos histórico e teórico de cada obra e percorre os principais argumentos que tratam do riso como fenômeno cultural. O estudo adota metodologia interpretativa e comparativa, com atenção especial aos trechos em que Berger dialoga com a teoria do carnaval de Bakhtin. Apesar das diferenças de perspectiva, nossa abordagem revela uma convergência que permite uma aproximação teórica profícua entre as propostas desses estudiosos. Com base nisso, argumentamos que ambas as propostas oferecem contribuições relevantes para o campo das Ciências da Religião, ao relacionarem com o transcendente e o sagrado, ainda que por caminhos distintos. Concluímos que a reflexão sobre a comicidade, quando articulada entre Berger e Bakhtin, amplia a compreensão dos vínculos entre cultura, corporeidade e experiência religiosa.


