Teologia sem reificação: critérios metodológicos para o discurso teológico sob os limites da linguagem

Autores

  • Abdruschin Schaeffer Rocha Faculdade Unida, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.20890/3pn8sz72

Resumo

O artigo propõe um quadro metodológico para qualificar o dizer teológico sob os limites da linguagem, recusando tanto o pressuposto de transparência representacional (linguagem como “espelho”/“canal”) quanto a dissolução relativista dos critérios. Partindo da teologia como prática interpretativa historicamente situada e buscando preservar responsabilidade epistêmica, o estudo consiste em formular a antirreificação como critério-mãe, de modo a impedir o colapso entre enunciado, sentido e referente, ou seja, entre formulação, inteligibilidade e realidade visada. A fim de tornar o critério operável, derivam-se três exigências metodológicas - revisabilidade, vigilância semântica e responsabilidade hermenêutica — articuladas a um protocolo de leitura/avaliação do enunciado teológico que possibilita 1) classificação do ato discursivo (incluindo performatividade), 2) mapeamento regulativo da tríade signo-sentido-referente, 3) rastreamento de trocas de registro e derivações semânticas, 4) explicitação de percursos interpretativos e autoridades mobilizadas, 5) teste de revisabilidade e 6) diagnóstico do risco de desvio duplo (absolutização conceitual versus indiferença criterial). Portanto, o artigo oferece um dispositivo aplicável à autocrítica teológica e à pesquisa acadêmica, indicando como evitar a absolutização conceitual sem recair em dissolução criterial.

Biografia do Autor

  • Abdruschin Schaeffer Rocha, Faculdade Unida, Brasil

    Formado em teologia e filosofia; mestre e doutor em teologia; professor no curso de teologia e no Programa de Pós-graduação em Ciências das Religiões da Faculdade Unida de Vitória (PPGPCR); coordenador adjunto do PPGPCR. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-7702-8392

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Publicado

08/05/2026

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